Primeira vereadora trans de Porto Alegre denuncia Ratinho no MPF após representação de Erika Hilton: 'que seja punido por transfobia'

Vereadora Natasha Ferreira; Ratinho durante seu programa Johan de Carvalho/CMPA; Reprodução/SBT/Youtube A vereadora Natasha Ferreira (PT-RS), uma das duas pri...

Primeira vereadora trans de Porto Alegre denuncia Ratinho no MPF após representação de Erika Hilton: 'que seja punido por transfobia'
Primeira vereadora trans de Porto Alegre denuncia Ratinho no MPF após representação de Erika Hilton: 'que seja punido por transfobia' (Foto: Reprodução)

Vereadora Natasha Ferreira; Ratinho durante seu programa Johan de Carvalho/CMPA; Reprodução/SBT/Youtube A vereadora Natasha Ferreira (PT-RS), uma das duas primeiras mulheres trans a serem eleitas vereadoras em Porto Alegre, nas eleições de 2024, fez representação contra o apresentador Ratinho no Ministério Público Federal (MPF). A denúncia contra o apresentador aconteceu após acusação feita pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ação ocorreu depois de Ratinho afirmar, na quarta-feira (11), em seu programa no SBT, em rede nacional, que Erika Hilton "não é mulher, ela é trans". Na esfera cível, a deputada também pede R$ 10 milhões de indenização ao apresentador e ao SBT. Em nota, o SBT informou que 'repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa'. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp À reportagem, Natasha afirmou que espera “que ele seja punido pelo crime de transfobia” e busca uma retração de Ratinho. “Ele tem uma concessão pública e na concessão não se pode fazer apologia à discriminação. Estamos pedindo, na verdade, a retratação dele, mas também que seja punido por crime de transfobia”. “Entendemos que isso não é somente sobre a Erika, mas é usar um espaço público que tem alcance nacional para destilar ódio contra as pessoas trans”, definiu a vereadora. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na representação, assinada por Natasha na condição de presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana da Câmara Municipal de Porto Alegre, a vereadora afirma que as declarações fogem do escopo do exercício da opinião. "Tais declarações não constituem mera crítica política ou exercício de opinião, mas sim uma indução intencional à discriminação por meio de desinformação. Ao reduzir a condição feminina a processos fisiológicos reprodutivos, o apresentador exclui deliberadamente as mulheres trans da categoria de "mulheres", buscando apagar sua existência jurídica e social e, por extensão, restringir seus direitos políticos", diz o texto protocolado no MPF. A parlamentar, que foi líder do PT no Legislativo porto-alegrense até o final do ano passado, ainda criticou o apresentador. “Ele fala sobre útero, sobre a questão da genitália e a gente precisa lembrar que nem todas as mulheres têm útero, mulheres muitas vezes retiram seio e nem todas as mulheres podem ser mães de forma biológica”, declarou. SBT afirma que declarações não representam opinião da emissora O SBT se pronunciou por meio de nota (leia abaixo): “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, afirma o texto. VÍDEOS: Tudo sobre o RS