Polícia investiga suspeita de homofobia de motorista de app contra grupo de passageiros que retornava de bloco de Carnaval

Grupo de amigos diz ser agredido por motorista de aplicativo na Capital A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (26) que instaurou um inquérito para apur...

Polícia investiga suspeita de homofobia de motorista de app contra grupo de passageiros que retornava de bloco de Carnaval
Polícia investiga suspeita de homofobia de motorista de app contra grupo de passageiros que retornava de bloco de Carnaval (Foto: Reprodução)

Grupo de amigos diz ser agredido por motorista de aplicativo na Capital A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (26) que instaurou um inquérito para apurar uma confusão que envolveu um motorista de aplicativo e quatro passageiros em Porto Alegre. A corrida ocorreu no sábado (24), após cortejo que reuniu foliões de um tradicional bloco de Carnaval. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O grupo de amigos alega ter sido vítima de agressões físicas e insultos homofóbicos. O caso é conduzido pela Delegacia de Polícia de Grupos Vulneráveis (DPGV). Em nota, a Uber afirmou que a conta do motorista parceiro foi desativada da plataforma assim que a empresa tomou conhecimento do episódio. "A empresa defende o respeito à diversidade e reafirma o seu compromisso de promover a igualdade e justiça para todas as pessoas LGBTQIA+", acrescentou. Leia a íntegra abaixo Kaiki Trindade, um dos passageiros, relatou que a corrida levaria cerca de 10 minutos para chegar ao destino. O jovem conta que o namorado estava enjoado e que logo no embarque pediu ao motorista que abrisse o vidro do carro para ele vomitar. "Ele vomitou, e o Uber pediu pra gente sair do carro. A gente tava se propondo a resolver, a pagar qualquer taxa de limpeza e resolver a situação de uma forma pacífica. A gente não teve esse mesmo retorno do motorista", diz. Kaiki acrescenta que ao descerem, eles bateram a porta do veículo "um pouco com força". "Nisso o motorista já estava dando a volta. Ele vem pra cima de mim, aí a minha amiga foi me defender e levou uma cotovelada no rosto. Nisso ele desacordou meu namorado, que caiu, e veio pra cima de mim, falando que a gente ia ter o que merece agora", afirma. Confusão envolveu motorista de aplicativo e quatro passageiros em Porto Alegre Arquivo Pessoal O motorista de app alegou à RBS TV que o vidro do carro estava fechado porque dirige com o ar-condicionado ligado e que cancelou a viagem, antes da confusão, por opção. Ele sustenta que houve troca de xingamentos e confirma a batida com força na porta, mas garante que não houve nenhuma fala preconceituosa. "Existiu xingamento pesado, mas nenhum tipo de racismo, homofobia, qualquer discriminação. Eu tô arrependido de ter iniciado uma briga. Eu desci do carro, eu podia ter ficado no carro, engolido a seco aquela batida na porta e aquele chute na porta. Eu devia ter feito isso, mas na hora me subiu o sangue", diz o motorista, que prefere não se identificar. Os envolvidos no fato devem prestar depoimento à polícia nos próximos dias. A investigação busca câmeras de segurança para ajudar a esclarecer os fatos. Nota da Uber "A Uber lamenta o caso e considera inaceitável o uso de violência. A conta do motorista parceiro foi desativada da plataforma assim que a empresa tomou conhecimento do episódio. A empresa defende o respeito à diversidade e reafirma o seu compromisso de promover a igualdade e justiça para todas as pessoas LGBTQIA+. Todas as viagens com a plataforma contam com um seguro para acidentes pessoais e a Uber fica à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, respeitando a legislação. Além disso, em parceria com o MeToo, a empresa disponibiliza um canal de suporte psicológico voltado para usuárias(os) do aplicativo." VÍDEOS: Tudo sobre o RS