Motorista de aplicativo é indiciado por homofobia e agressão a passageiros que retornavam de bloco de Carnaval em Porto Alegre

Motorista de aplicativo é indiciado por homofobia e agressão a passageiros no RS A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou um motorista de aplicativo por...

Motorista de aplicativo é indiciado por homofobia e agressão a passageiros que retornavam de bloco de Carnaval em Porto Alegre
Motorista de aplicativo é indiciado por homofobia e agressão a passageiros que retornavam de bloco de Carnaval em Porto Alegre (Foto: Reprodução)

Motorista de aplicativo é indiciado por homofobia e agressão a passageiros no RS A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou um motorista de aplicativo por homofobia, lesão corporal e injúria contra três jovens em Porto Alegre. As agressões teriam ocorrido no sábado (24), após cortejo que reuniu foliões de um tradicional bloco de Carnaval. A conclusão do inquérito foi divulgada nesta sexta-feira (30) pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI). O homem de 33 anos foi indiciado pela prática de homofobia (duas vezes), lesão corporal (três vezes) e injúria simples. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a investigação, coordenada pelo delegado Vinicius Nahan, o suspeito agrediu fisicamente um casal e uma amiga e proferiu ofensas homofóbicas durante a corrida. O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário. O caso também motivou uma ação da Defensoria Pública do Estado (DPE/RS). O Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e de Gênero (NUDIVERSI) enviou um ofício à Uber na quarta-feira (28), cobrando informações sobre as políticas da empresa para prevenir casos de LGBTfobia. A Defensoria aguarda um retorno em até 10 dias. Em nota, a Uber afirmou que a conta do motorista parceiro foi desativada da plataforma assim que a empresa tomou conhecimento do episódio. "A empresa defende o respeito à diversidade e reafirma o seu compromisso de promover a igualdade e justiça para todas as pessoas LGBTQIA+", acrescentou. Leia a íntegra abaixo. O g1 entrou em contato com o motorista mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. O espaço está aberto para posicionamento. Relembre o caso O grupo de amigos alega ter sido vítima de agressões físicas e insultos homofóbicos. Kaiki Trindade, um dos passageiros, relatou que a corrida levaria cerca de 10 minutos para chegar ao destino. O jovem conta que o namorado estava enjoado e que logo no embarque pediu ao motorista que abrisse o vidro do carro para ele vomitar. "Ele vomitou, e o Uber pediu pra gente sair do carro. A gente tava se propondo a resolver, a pagar qualquer taxa de limpeza e resolver a situação de uma forma pacífica. A gente não teve esse mesmo retorno do motorista", diz. Kaiki acrescenta que ao descerem, eles bateram a porta do veículo "um pouco com força". "Nisso o motorista já estava dando a volta. Ele vem pra cima de mim, aí a minha amiga foi me defender e levou uma cotovelada no rosto. Nisso ele desacordou meu namorado, que caiu, e veio pra cima de mim, falando que a gente ia ter o que merece agora", afirma. Confusão envolveu motorista de aplicativo e quatro passageiros em Porto Alegre Arquivo Pessoal O motorista de app alegou à RBS TV que o vidro do carro estava fechado porque dirige com o ar-condicionado ligado e que cancelou a viagem, antes da confusão, por opção. Ele sustenta que houve troca de xingamentos e confirma a batida com força na porta, mas garante que não houve nenhuma fala preconceituosa. "Existiu xingamento pesado, mas nenhum tipo de racismo, homofobia, qualquer discriminação. Eu tô arrependido de ter iniciado uma briga. Eu desci do carro, eu podia ter ficado no carro, engolido a seco aquela batida na porta e aquele chute na porta. Eu devia ter feito isso, mas na hora me subiu o sangue", diz o motorista, que prefere não se identificar. Nota da Uber "A Uber lamenta o caso e considera inaceitável o uso de violência. A conta do motorista parceiro foi desativada da plataforma assim que a empresa tomou conhecimento do episódio. A empresa defende o respeito à diversidade e reafirma o seu compromisso de promover a igualdade e justiça para todas as pessoas LGBTQIA+. Todas as viagens com a plataforma contam com um seguro para acidentes pessoais e a Uber fica à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, respeitando a legislação. Além disso, em parceria com o MeToo, a empresa disponibiliza um canal de suporte psicológico voltado para usuárias(os) do aplicativo." Grupo de amigos diz ser agredido por motorista de aplicativo na Capital VÍDEOS: Tudo sobre o RS