Greve geral na Argentina causa cancelamento de voos do RS para Buenos Aires

Aeroporto Salgado FIlho, em Porto Alegre Reprodução/ RBS TV Voos da companhia Aerolíneas Argentinas com partida e chegada em aeroportos do Rio Grande do Sul ...

Greve geral na Argentina causa cancelamento de voos do RS para Buenos Aires
Greve geral na Argentina causa cancelamento de voos do RS para Buenos Aires (Foto: Reprodução)

Aeroporto Salgado FIlho, em Porto Alegre Reprodução/ RBS TV Voos da companhia Aerolíneas Argentinas com partida e chegada em aeroportos do Rio Grande do Sul foram cancelados nesta quinta-feira (19), em meio a uma greve geral que acontece na Argentina. Foram afetadas as operações no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, que confirmou que a greve causou as mudanças. Além disso, um com escala partindo do Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, também foi cancelado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Na Capital, a empresa cancelou o voo AR1233, que decolaria de Porto Alegre com destino ao Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, às 21h05. No sentido inverso, o voo AR1232, que sairia da capital argentina e pousaria no Salgado Filho às 18h30, também foi suspenso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em Caxias do Sul, na Serra, o voo AR8063, com partida marcada para as 12h15 e destino a Buenos Aires, com escala no Aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo, foi igualmente cancelado. Em comunicado, a Aerolíneas Argentinas informou que a operação foi modificada devido a "medidas de força sindical alheias à companhia". Argentina tem greve geral contra reforma trabalhista nesta quinta; governo Milei promete repressão e alerta jornalistas A empresa orientou os passageiros a verificarem o status de seus voos e a realizarem possíveis alterações por meio do site, aplicativo, WhatsApp, agências de viagem ou alertas por e-mail. Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A greve A greve geral que ocorre na Argentina tem relação com a decisão da Câmara dos Deputados do país, que começa a discutir nesta quinta o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada, e a maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), afirmou que uma greve geral para o início das discussões do projeto entre os deputados teve início à 0h desta quinta, segundo a agência Associated Press. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos, embora eles não sejam oficialmente chancelados pela CTG. Mulheres correm em meio a gás lacrimogêneo durante um protesto em frente ao Senado argentino, em 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Cristina Sille Em resposta, o governo de Javier Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias. "Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação", disse o Ministério da Segurança da Argentina em um comunicado. "Diante de atos de violência, nossas forças agirão", afirma o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma "zona exclusiva" em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento. Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos. VÍDEOS: Tudo sobre o RS